Prefeitura do Rio cobra Renato Aragão por dívida de IPTU

A cobrança passa de meio milhão de reais e envolve a mansão do humorista no Recreio dos Bandeirantes.

Renato Aragão como Didi

Renato Aragão, um dos nomes mais conhecidos da história do humor brasileiro, entrou na mira da Prefeitura do Rio de Janeiro. A administração municipal iniciou uma execução fiscal para cobrar uma dívida de IPTU que ultrapassa R$ 548 mil.

O processo, que começou a tramitar em 23 de dezembro, envolve a mansão do artista localizada no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da cidade.

De acordo com a Procuradoria-Geral do Município, a cobrança se refere a parcelas que deixaram de ser pagas entre 2021 e 2023. Nesse período, o imposto variava entre R$ 10 mil e R$ 11 mil por mês. O caso segue na 12ª Vara da Fazenda Pública. A informação foi publicada inicialmente pela coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo.

Um imóvel de grandes proporções

A residência que está no centro da disputa judicial ajuda a explicar o valor elevado do tributo. A mansão tem cerca de 3.000 m² de área construída, em um terreno que chega a 400 mil m².

Além disso, conta com:

• heliponto
• quadra de tênis
• guarita de segurança
• garagem para até dez carros

A estrutura, portanto, se enquadra entre os imóveis de alto padrão do município.

A trajetória de Renato Aragão

Nascido em Sobral (CE), Renato Aragão formou-se em Direito antes de ingressar na televisão. Foi nos anos 1960 que ele criou o personagem Didi Mocó, que mais tarde se tornaria um marco do humor nacional.

O sucesso definitivo veio com Os Trapalhões, grupo que dominou as tardes de domingo na Globo por décadas. Ao lado de Dedé Santana, Mussum e Zacarias, Renato também levou milhões de espectadores ao cinema, acumulando recordes de bilheteria.

Depois do fim do quarteto, ele seguiu carreira solo em programas como:

A Turma do Didi
Aventuras do Didi

Seu contrato fixo com a Globo terminou em 2020. Desde então, ele segue ativo nas redes sociais, produzindo conteúdos e interagindo com fãs.

E agora?

O processo segue na Justiça, e a prefeitura aguarda o andamento para tentar receber os valores. Caso a dívida não seja quitada, o procedimento pode avançar para medidas mais rígidas, como bloqueios e penhoras.

Por enquanto, a defesa do humorista ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.

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