Depois de deixar o MasterChef Brasil, Ana Paula Padrão decidiu reorganizar a rotina e direcionar sua energia para a Conquer Unna, escola de liderança feminina da qual é CEO. Assim, ela transformou um momento de transição em um projeto que, segundo afirma, dá mais sentido ao seu trabalho.
“Estou gostando de ficar velha. Pensei que seria pior. Quando eu imaginava os 60, eles pareciam assustadores. Agora, vejo beleza nisso”, disse.
Um projeto pensado para lideranças femininas
Com a Unna, Ana Paula quer ajudar mulheres a ocuparem espaços onde, muitas vezes, elas ainda chegam com culpa. Para ela, isso acontece porque homens aprendem desde cedo a mirar o sucesso, enquanto mulheres escutam que precisam ser discretas.
“Homens são educados para o sucesso. Mulheres, para a modéstia. A ambição é natural para eles, porém, quando aparece nas mulheres, muita gente critica”, afirma.
Nos primeiros meses, ela estruturou a empresa. Depois disso, passou a participar mais das mentorias, porque percebeu que a presença dela faz diferença.
O que a escola oferece
A metodologia funciona a partir de cinco pilares. A partir daí, a Unna oferece mentorias individuais, treinamentos e workshops intensivos. Assim, as alunas trabalham autoconfiança, comunicação e decisão — pontos que costumam ser bloqueados ao longo da vida.
“A mulher não foi incentivada a fazer networking. Pelo contrário: aprende que deve ser silenciosa e cuidar de todos. Já os homens ganham elogios quando são ambiciosos e corajosos”, explica.
Propósito claro — e direto
Ao longo do processo, Ana Paula reforçou que quer ser instrumento de transformação. Para ela, modéstia excessiva não é virtude quando impede crescimento.
“A gente não nasce modesta. Ensinaram isso para nós. Também ensinaram que ambição é feio. Nas mentorias, reaprendemos. Trabalhamos a síndrome da impostora. Eu não sou uma mulher modesta — e quero que outras também não precisem ser.”

