Spotify é acusado de ignorar “bilhões de streams falsos” ligados a Drake, diz ação explosiva nos EUA

Uma ação coletiva nos EUA acusa o Spotify de ignorar bilhões de streams falsos atribuídos a Drake. Plataforma nega fraude e afirma investir pesado em segurança digital.

O mundo da música vive um terremoto digital. Uma ação coletiva nos Estados Unidos afirma que o Spotify ignorou bilhões de streams falsos ligados a Drake. A denúncia ganhou força após reportagem da Rolling Stone e movimentou os bastidores da indústria.

Segundo o processo, a plataforma teria permitido transmissões fraudulentas em larga escala. Além disso, o documento indica que bots gerariam milhões de plays todos os meses.
Embora Drake seja citado com destaque, o astro não é réu. Apenas o Spotify responde pela acusação.

Os advogados afirmam que parte das 37 bilhões de reproduções do rapper seria “inautêntica”. De acordo com a ação, vários sinais apontam para comportamento suspeito.
Primeiro, houve uso anormal de VPNs para esconder a localização das contas.
Em um exemplo citado, a faixa No Face teria recebido 250 mil streams vindos da Turquia, redirecionados digitalmente para o Reino Unido em quatro dias.

Além disso, o processo destaca contas que tocavam Drake por até 23 horas por dia. Esses perfis representariam menos de 2% dos usuários, mas somariam 15% dos plays.
Os advogados classificam esses números como “estatisticamente impossíveis”.

O Spotify respondeu rapidamente. A empresa disse que não comenta processos em andamento. Entretanto, reforçou que não se beneficia de streams artificiais.
A plataforma afirmou investir em sistemas avançados contra fraudes e destacou casos recentes de punições severas.

Mesmo assim, o assunto preocupa especialistas. Estudos apontam que até 10% das reproduções globais podem ser falsas. Isso causaria prejuízo bilionário para artistas e gravadoras.

O advogado Mark Pifko, responsável pela ação, reforçou a importância do caso. Ele afirmou que fraudes distorcem o mercado e prejudicam pagamentos justos.
O objetivo agora é tornar o ecossistema musical mais transparente e protegido.

O processo já movimenta o mundo do entretenimento digital. Além disso, reacende uma dúvida antiga entre fãs e profissionais: até onde as plataformas realmente sabem sobre streams falsos?

E você? Acredita que os números do streaming são confiáveis?
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